Distúrbio Específico de Linguagem - DEL

Diagnóstico precoce do Distúrbio Específico de Linguagem é essencial para reabilitação das crianças

Problema acomete entre 5% e 7% de cada mil bebês nascidos


Diagnóstico precoce do Distúrbio Específico de Linguagem é essencial para reabilitação das crianças Amanda Soila/Ministério de Relações Exteriores da Finlândia
Por se manifestar na idade escolar, gera o reconhecimento da dificuldade acadêmica Foto: Amanda Soila / Ministério de Relações Exteriores da Finlândia

O Distúrbio Específico de Linguagem (DEL) se caracteriza pela dificuldade em adquirir e desenvolver habilidades de linguagem, sendo mais frequente em crianças, e comumente relacionado, de forma indevida, à perda auditiva, deficiência mental ou distúrbio do desenvolvimento, síndrome ou alteração sensorial, déficit físico, distúrbio emocional severo, fatores ambientais prejudiciais ou ainda lesão cerebral.

Entre 5% e 7% da população infantil, a cada mil nascidos, tem o diagnóstico do DEL. É possível diagnosticar, com mais precisão, em crianças entre 5 e 6 anos de idade, embora isso não ocorra de forma tão regular, o que compromete o desenvolvimento de crianças em larga escala.

Mais que um mero número estatístico, o DEL tem reflexos imediatos no aprendizado, desde o período inicial da educação formal, se estendendo até a fase adulta, nas atividades de comunicação oral e /ou escrita.

Segundo a fonoaudióloga Debora Befi-Lopes, coordenadora do departamento de linguagem da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa), dentre os distúrbios de comunicação, um dos mais divulgados é a dislexia, que representa índice de 2 a 3% na estatística dos distúrbios da comunicação na infância. Por se manifestar na idade escolar, gera o reconhecimento da dificuldade acadêmica.

Crianças com DEL, quando não diagnosticadas e tratadas precocemente, têm dificuldades com a aquisição da escrita, e podem ser facilmente confundidas com crianças disléxicas, em virtude de um diagnóstico incorreto, o que pode resultar no fracasso da reabilitação.

A fonoaudióloga lembra que o enfoque do processo terapêutico nas diferentes patologias é diferente.

Embora estudado e identificável, não existe ainda um comprovação científica estabelecida para o DEL, justamente pela inexistência de marcas biológicas que justifiquem o comprometimento de linguagem.

Por outro lado, há evidências da presença de um componente genético determinante nesta patologia, ainda que de origem e localização incertas.

::: Diagnóstico
O diagnóstico do Distúrbio Específico de Linguagem é multidisciplinar e deve ser feito por exclusão, ou seja, descartando-se a possibilidade de qualquer outra patologia. Na avaliação de linguagem, examina-se a expressão e recepção de diferentes aspectos, como fonológico, lexical, morfossintático, semântico e pragmático.

::: Características principais do DEL:
· Dificuldade de linguagem expressiva e/ou receptiva, sendo a compreensão normalmente melhor do que a expressão;

· Atraso na aquisição das primeiras palavras;

· Falha na discriminação dos fonemas;

· Frases mal elaboradas (algumas vezes sem artigos, preposições ou concordância verbal);

· Fonologia, semântica, sintaxe e pragmática são atingidas em graus diferentes.

· Uma mesma criança pode apresentar maiores problemas em relação à fonologia num momento e em relação à semântica, num outro. Ou seja, o quadro nem sempre é estável. 
Fonte: http://horadesantacatarina.clicrbs.com.br/sc/noticia/2012/09/diagnostico-precoce-do-disturbio-especifico-de-linguagem-e-essencial-para-reabilitacao-das-criancas-3880812.html

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