Brincando de Integração Sensorial

Esse texto foi escrito pela Terapeuta Ocupacional Ana Elizabeth Prado de São Paulo (aeoprado@uol.com.br / http://terapiaocupacional-bethprado.blogspot.com.br). 
Ele estava postado no site http://www.reab.me/2013/05/brincando-de-integracao-sensorial/. 
Que é maravilhoso. E logo compartilhamos aqui com todos vocês! Lemos e curtimos!
 
Então vamos à leitura:


Estamos na era das especializações, a criançada com agenda cheia de compromissos, aulas extra curriculares e terapias. Tudo bem, é a realidade dos tempos atuais.
Mas por que não aliar o necessário com o lúdico e prazeroso?!
Para quem precisa de uma ajudinha extra em como lidar com as diferenças orgânicas e dar conta deste mundo que está cada vez mais rápido e “comprometido”, precisamos criar situações divertidas em terapia. Estou falando sobre crianças que precisam de terapia por diversos motivos.
Como terapeuta ocupacional sempre fico com um pé no que a criança e a família precisam para bem viver e o outro pé no que a criança me responde em terapia. A resposta pode ser por um sorriso, uma reclamação, alguma dúvida ou por uma conquista, dentre tantas.
O que importa é que venha de dentro, de corpo e alma e que aquilo vivido na sessão faça diferença em sua vida e na da família, construindo novas histórias.Somos e fazemos parte de muitas histórias que vão se encontrando e se refazendo em outras.
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A terapia de Integração Sensorial preza por situações lúdicas na qual a criança está em um ambiente onde possa viver o seu corpo por meio de sensações, movimentos e expressões tendo o suporte da terapeuta.
A terapeuta é como um guia, ora ajudando a escolher, ora auxiliando a regular a intensidade das ações, ora ajudando a resignificar brincadeiras, mas sobretudo descobrindo junto à criança formas de ela poder se regular na sua adaptação ao mundo, indo em direção a autonomia. Que para cada um é diferente, a depender do estágio de vida, condição orgânica e ambiental.
Especialmente nesta abordagem contamos com brinquedos que convidem a criança a explorar a gravidade, o equilíbrio, vários planos no espaço e a integração gradual dos  7 sistemas sensoriais para um melhor conhecimento de si e desenvolvimento das funções do organismo.
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Alguns pais me perguntam qual a diferença de outras abordagens:
Uma é que nós não treinamos ninguém.
Segunda, e não necessariamente nesta ordem, o envolvimento e interesse da criança é o mote principal da terapia.
E outra, os pais precisam também estar envolvidos. Sabendo o que é feito nas sessões, podendo assistir e participar das brincadeiras. A autonomia não é só uma conquista da criança, mas de toda família.
Fazer Terapia Ocupacional é isto. Vemos a ocupação não como algo no sentido pejorativo de ocupar para “esquecer, distrair”, como uma função que não precisa da presença do sujeito. Muito pelo contrário, ocupação é a forma que apreendemos o mundo e nós mesmos, é como e onde expressamos nossa maneira de ser: estudando, brincando, trabalhando, nos relacionando, e por que não, também escolhendo o ócio.
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Vai um recado para todos nós, que está na letra de Arnaldo Antunes  ”Criança não trabalha, criança dá trabalho”
Ana Elizabeth Prado
Terapeuta Ocupacional.

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