INTEGRAÇÃO SENSORIAL E AUTISMO - explicando a "sensibilidade alterada."

Em uma séria sobre autismo apresentada na Tv neste mês, ao se falar de características e comportamentos das crianças e adultos autistas "esqueceram" de falar sobre a teoria da Integração Sensorial de Jean Ayres, e mais ainda, da Teoria de Padrões Sensoriais, de Winnie Dunn. Disseram: "não se sabe explicar porquê, mas pessoas com autismo parecem ter uma sensibilidade alterada". E não explicam porque a criança fica horas olhando pra um ventilador, não sente frio ou responde rapidamente com o olhar quando ouve um barulho.
Esses comportamentos tem a ver com o limiar neurológico para cada sistema sensorial. Existem quatro padrões básicos de respostas a eventos sensoriais do cotidiano. São eles:
BAIXO REGISTRO: refere-se a um padrão de processamento sensorial caracterizado por altos limiares sensoriais e uma estratégia de auto-regulação passiva. Quando as pessoas têm um padrão de baixo registro de processamento sensorial, elas percebem estímulos sensoriais muito menos do que outros.
BUSCA SENSORIAL: refere-se a um padrão de processamento sensorial que se caracteriza por altos limiares sensoriais e uma estratégia de auto-regulação ativa. Quando as pessoas têm padrões de processamento sensorial de busca, elas gostam de gerar estímulos sensoriais extra para si.
SENSIBILIDADE SENSORIAL: refere-se a um padrão de processamento sensorial que se caracteriza por baixos limiares sensoriais e uma estratégia de auto-regulação passiva. Quando as pessoas têm um padrão de processamento sensorial de sensibilidade, detectam mais entradas sensoriais do que outros.
EVITAÇÃO SENSORIAL: refere-se a um padrão de processamento sensorial que se caracteriza por baixos limiares sensoriais e uma estratégia de auto-regulação ativa . Quando as pessoas têm um padrão de processamento sensorial de evitação, elas ficam mais incomodadas por entradas sensoriais do que outros.
A Terapia de Integração Sensorial (cuja formação internacional se dá exclusivamente para Terapeutas Ocupacionais) objetiva uma melhor integração dessas sensações no cérebro de forma que a criança não se desorganize quando em contato com diversas sensações do dia-a-dia.
Cíntia Schwab de Castro
Terapeuta Ocupacional
CREFITO-2/nº10.483-TO
Rio de Janeiro, RJ
T. O. em Saúde Mental

Texto e imagem retirado do link: https://www.facebook.com/TOEmSaudeMental
 

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