10 dicas para ajudar na seletividade e recusa alimentar das crianças

1-”Alimente o corpo” 
-valorize a experimentação do corpo todo integrado aos sentidos vestibular, proprioceptivo, visual e auditivo de maneira criteriosa. Isto faz parte do programa da terapia de integração sensorial e deve ser orientado para a família seguir a “dieta sensorial” necessária para cada criança.
-ofereça todo dia brincadeiras sensoriais que convidem a criança a explorar seu corpo e o ambiente de várias maneiras para conhecer e ampliar seu repertório sensorial.
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2-”Mexa com as mãos”
 Um caminho para chegar à boca. Favoreça momentos lúdicos prazerosos de exploração tátil com diversos materiais, comestíveis ou não.
- massinha, argila, tinta. Papéis e tecidos com texturas diferentes que podem estar no ambiente e revestindo objetos que a criança usa no cotidiano.
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- farinhas, grãos, sementes, gelatina, mingaus coloridos, frutas.  Mexer em alimentos secos e molhados, sólidos e pastosos, podendo fazer “melecas”, de acordo com as possibilidades da criança. Mas tenha por perto um pano se ela quiser se limpar a qualquer momento.
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- faça brincadeiras de transformação junto com a criança: uma farinha que vira mingau. Uma aveia que vira um biscoito.
- brinque de achar brinquedos dentro de uma caixa com grãos. Use meias para brincar para fazer fantoches.
- brinque de faz de conta simulando alimentar bonecos, fazendo comidinhas sensoriais.
3-”Alimente os olhos”
-muitas crianças com dificuldade na sensibilidade tátil começam a explorar os alimentos pelos olhos. Podendo ser uma forma de acomodação ao estímulo tátil.
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-crie bons hábitos alimentares com a família que a criança possa ver o modelo das outras pessoas.
-mostre a preparação dos alimentos. De qual fruta se faz o suco?
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-faça combinações divertidas dos alimentos para deixar a refeição convidativa. Para alguns pode ser interessante os alimentos de cores contrastantes. Pesquise e experimente.
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4- “Respeite o tempo”
-sempre comece pelo que a criança gosta e consegue suportar. Se no começo ela só conseguir olhar e não tocar, respeite.
-ou se for preciso deixe comer os alimentos separados e em quantidade menor.
-para alguns é necessário um tempo maior e um certo modo para conseguir processar as informações.
-valorize sempre os mínimos progressos. Eles podem aumentar!
5- “Prepare a boca”
-antes das refeições, se for possível, estimule brincadeiras orais com cantigas e expressões faciais diferentes -ofereça bolinhas de sabão, apitos ou outros brinquedos de sopro.
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-se a criança permitir faça toques com pressão na região oral.
-use vibradores orais em contexto de brincadeira.
 6- ” Prepare para as mudanças”
-coloque algum elemento novo naquela brincadeira conhecida, de acordo com o nível e faixa etária da criança. Quanto mais ela aprender a se adaptar às diferenças mais terá recursos internos para amadurecer a auto-regulação.
7- ” Prepare o ambiente”
-a partir do perfil sensorial da criança faça as acomodações necessárias ao ambiente para evitar momentos de desorganização.
-apresente cartelas visuais preparando a sequência da rotina. Elas ajudam a muitas crianças a preverem o que vai acontecer e acomodar uma possível ansiedade.
-deixe o ambiente tranquilo. Preste atenção ao que a criança não gosta além da comida. Por exemplo, para crianças que se incomodam com barulho alto não ligue o liquidificador no momento da refeição.
8- ” Ritualize”
-deixe sempre definido a hora, duração e local da refeição. Que seja de preferência sentado à mesa, com os pés apoiados. Evite ligar a TV ou aparelho eletrônico.
-coloque regras claras. Principalmente quanto ao item de qualidade alimentar. Procure não oferecer líquido antes da refeição e nem guloseimas substituindo a refeição para não interferir no apetite.
9- “Valorize a independência “
-incentive a participação ativa da criança mesmo que por um momento seja possível só em curtos períodos. Tente favorecer a imagem e sensação do movimento de alimentar-se sozinha, fazendo junto com ela e organizando a ação.
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10- ” Prepare-se”
Não é fácil para algumas famílias. Busque em você uma atitude de auto conhecimento e aceitação do que for possível. Ao mesmo tempo alimente o vigor para continuar os desafios. Reserve um tempo para cuidar de você também.
Lembre-se: cada momento lúdico e de prazer é um passo para a autonomia, para qualquer um, no nível que puder ser!

Ana Elizabeth Prado Terapeuta Ocupacional. São Paulo. aeoprado@uol.com.br http://terapiaocupacional-bethprado.blogspot.com.br  
Retirado do site: http://www.reabilitacaocognitiva.org/2013/08/10-dicas-para-ajudar-na-seletividade-e-recusa-alimentar-das-criancas/

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