Síndrome de Asperger

Portadores da Síndrome de Asperger têm dificuldades para se relacionar


por Redação do Saúde em Pauta
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Distúrbio se desenvolve durante a fase escolar.
O raciocínio rápido frente a uma complicada equação matemática ou o boletim repleto com a máxima pontuação em determinada disciplina, são episódios que costumam ser considerados normais em um aluno cujo intelecto é avaliado como acima da média. No entanto, estes sinais também podem representar um grupo portador de um tipo de autismo leve caracterizado por alterações de sociabilidade e linguagem, conhecida como Síndrome de Asperger.
Um portador do distúrbio demonstra grande inteligência, especialmente em um determinado assunto e pode manter-se interessado no tema durante anos. Porém, a dificuldade em manter qualquer tipo de relacionamento demonstra a principal característica do problema. Foi o psiquatra Hans Asperger quem, em 1944, após seu interesse pelo comportamento de crianças com os sintomas, escreveu um estudo e batizou a Síndrome com seu nome. Segundo o doutor Francisco B. Assumpção Jr., psiquiatra e professor livre docente pela Faculdade de Medicina da USP, os primeiros indícios são observados, justamente, na fase escolar. “A linguagem pedante, a dificuldade no estabelecimento e manutenção de relações sociais e o interesse em um assunto específico são características notáveis entre os portadores”, diz.
Ainda que não haja uma estimativa oficial da incidência da Síndrome no Brasil, o especialista calcula que um a cada 150 indivíduos pertencentes ao espectro autístico, isto é, que apresentam características do autismo, seja portador da Asperger, número que representa uma pequena parcela dos casos. Comumente observada na infância, estima-se que o transtorno atinge os garotos em sua maioria, sendo quatro casos para cada um diagnosticado em meninas.
O caráter genético pode ser de grande influência para o desenvolvimento do distúrbio, mas não é inteiramente um fator dominante. “Provavelmente, todos esses quadros têm uma base genética, embora não se tenha um padrão de herança definido. Possivelmente, deve haver vários genes envolvidos no quadro”, revela o especialista.
Convívio social
A vida social de um portador da Síndrome de Asperger é minimamente ativa, uma vez que um dos aspectos do transtorno é a falta de condições para estabelecer um contato com outra pessoa e perceber a necessidade alheia em uma simples conversa, por exemplo, além da dificuldade em compartilhar seus próprios interesses, impedindo o relacionamento saudável com colegas de escola e trabalho.
Segundo o doutor Francisco Assumpção, o transtorno não tem cura, mas há controle. “Como é um transtorno de desenvolvimento não existe cura, mas as abordagens terapêuticas atuam com o objetivo de melhor adequação do indivíduo e minimização dos sintomas”, salienta o psiquiatra. O diagnóstico da Síndrome é realizado por meio de uma avaliação feita por um psiquiatra infantil, e o tratamento visa ao desenvolvimento de habilidades sociais e treino da sociabilidade decorrente do processo da terapia.
Visto que uma criança com Síndrome de Asperger sofra prejuízos no convívio social, é importante observar os primeiros sinais do distúrbio. “Todas as vezes que temos uma criança com prejuízos adaptativos ela deve ser avaliada. A percepção do quadro, suas limitações e dificuldades, devem ser a base para que se minimizem as dificuldades de convívio e de relacionamento que prejudicam a criança em sua qualidade de vida”, finaliza o especialista.
Fonte: envolverde.com.br/saude/diagnostico/portadores-da-sindrome-de-asperger-tem-dificuldades-para-se-relacionar/

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